Enchentes em Alagoas: a emergência continua

por Médicos Sem Fronteiras

O médico da ONG Médicos Sem Fronteiras, Sérgio Cabral, faz um impressionante registro da tristeza no olhar de duas crianças desabrigadas.

Se a catástrofe na região já saiu das manchetes, a realidade é que a emergência continua.

MSF continua respondendo às necessidades das vítimas das enchentes. Precisamos do seu apoio. Doe agora: https://ssl-w03cnn0394.websiteseguro.com/msf2/alagoas/?mktcode=A01351

Estamos precisando de uma pessoa para centralizar, filtrar e organizar informações sobre as enchentes de Pernambuco e Alagoas. Se você estiver disponível ou conhecer alguém, por favor entre em contato pelo Twitter com @cristalk.

Muito grata

Cristiana Soares

Consciência e Enchentes

por Ricardo Gelli

Nasci na zona norte de São Paulo e, por ali, cresci e me mantive a maior parte do tempo até hoje. Sendo assim, a Marginal Tietê é parte integrante do álbum de figurinhas alagadas que carrego na memória. A zona norte, por acaso, sempre foi uma das regiões mais castigadas pelas incansáveis enchentes da terra da “garoa”. E a Marginal é a figurinha principal. Aquela cromada, carimbada, a mais difícil do álbum. O Pelé das chuvas. Primeiro, porque ela é a maior via da cidade e o principal elo de acesso das rodovias que desembocam em São Paulo; ela cruza a cidade do extremo leste ao extremo oeste, beirando a zona norte e a separando do centro e de todo o resto da cidade. Ou seja, para entrar ou sair da zona norte, tem que no mínimo cruzar a bendita. Então, não é difícil imaginar no que ela se transforma quando tem enchentes que fecham pistas, fecham pontes e tem milhares de caminhões, carros, motos, ônibus, pessoas tentando chegar em algum lugar. E o quanto isso fez parte da minha rotina.

Sirvo dessa introdução para começar a pensar no que realmente mais importa. Quando era menino, meu avô já me contava as histórias de 50 anos antes, dos alagamentos causados pelo córrego Mandaqui, onde hoje passa a avenida Eng. Caetano Alvares, vítima dos recentes temporais em fevereiro e que é afluente do Tietê. Ou seja, o problema é secular! No começo do século, já havia registros de grandes enchentes nesses mesmos lugares. Com uma diferença. Naquela época, era por falta de estrutura urbana. O rio subia e alagava, pronto. O problema de hoje é muito mais em função do lixo. Meu avô pescava no córrego Mandaqui e havia competições de remo no Tietê. Inacreditável, olhando hoje o que ele se transformou. E a grande burrice foi que, ao mesmo tempo em que canalizaram rios e córregos, construíram galerias de escoamento e etc, começaram a despejar ‘oficialmente’ o esgoto nos rios. É contraditório, pois ao mesmo tempo em que solucionavam o problema “o que fazer com a merda?”, agravavam a condição dos alagamentos.

Bom, é justo dizer que muito foi tentando e muito foi feito nas últimas décadas. Não sou jornalista, nem tenho o intuito, mas descobri que São Paulo tem um número gigantesco de galerias subterrâneas, algumas enormes beirando as marginais que são da primeira metade do século passado e que quase não tem utilidade, pois as vias de acesso a elas estão quase permanentemente obstruídas, devido ao excesso de lixo acumulado nos bueiros, bocas de lobo e sistemas primários de escoamento dos rios e córregos. E também foram canalizados praticamente todos os córregos da região metropolitana. Fizeram alargamento das encostas do Rio Tietê e a marginal foi ampliada e ampliada e ampliada…e se tornaram menos frequentes nos últimos anos os grandes alagamentos por essa região. Também foram construídos diversos piscinões em vários lugares da cidade, além de tentativas de processos de limpezas nos bueiros que acabaram sendo só superficiais. A cidade de São Paulo já não despeja quase nada de esgoto no Tietê, mas, por outro lado, Guarulhos despeja quase 100% de seu esgoto nesse. Então, muito ainda tem que ser feito e com muito mais eficiência, pois, quando vem temporais como os que vieram nesse começo de ano, parece não haver absolutamente nada possível para se fazer. Não tem como controlar. Principalmente por não usarmos a capacidade que temos de escoamento da água.

E não vou nem entrar nas regiões menos privilegiadas, porque aí o buraco é ainda mais em baixo, pois tem uma série de coisas que vem antes, como urbanização, saneamento básico e mais toda aquela sequência de necessidades primárias das quais todos os cidadãos deveriam poder gozar.

E também não vou me atrever a dizer o que deve ser feito exatamente. Afinal, não tenho nenhuma especialidade em engenharia, construção civil ou o quer que seja necessário para criar um processo eficiente e cabível para tentar resolver a questão das enchentes em São Paulo ou em qualquer outra cidade.

Então, o que poderíamos fazer nós, simples mortais e cidadãos comuns dessas cidades? Esse, na minha opinião, é o ponto mais importante de todos. Infelizmente, temos uma mentalidade atrasada. Na questão educação, realmente, nos portamos como Terceiro Mundo, ainda jogando lixo nas ruas. Por mais que se fale, por mais que se noticie, por mais que todos nós saibamos que o lixo não deve ser jogado nas ruas, nos bueiros, nos rios, ainda ele é jogado quase que como uma prática cultural. O cidadão faz o mesmo que o seu antepassado fazia. É inacreditável! Quando vêm os alagamentos, a quantidade de lixo, móveis, e todo tipo de objeto que se possa imaginar, que bóia nas enchentes é assustador. É vergonhoso. Mas esse lixo é nosso!

Nesse momento, um monte de gente pensa: “Não é meu. Eu não jogo lixo na rua!”. Confessa, você pensou. E eu pergunto: quantas pessoas você já conscientizou de que não pode jogar lixo nas ruas e nos bueiros? E não estou perguntando quantos amigos você repreendeu porque jogaram papel de chiclete na calçada e você se sentiu o super-cidadão. Estou perguntando quantas pessoas mais ignorantes você conscientizou de que se elas jogarem o sofá no rio, ele volta? E volta com milhares de litros de água suja e repleta de doenças? É, sim, um problema histórico de consciência. A nossa mentalidade é de esperar acontecer, para correr atrás e remediar. Infelizmente é assim. Olha o que aconteceu no Rio de Janeiro. Mais de duzentos mortos. Famílias mortas. Famílias destruídas. Sonhos esvaziados. Está certo, foi a maior chuva na história da cidade, não tinha como não alagar tudo. Mas não precisava morrer tudo isso de gente. Tinha como preservar a dignidade, a humanidade dessas pessoas, tinha como manter sonhos acesos.

Vamos ser sinceros: nós, a classe média e alta, nós que temos condição de estar lendo esse texto, nós nos emocionamos sinceramente, que nos sentimos abalados, nós choramos lágrimas verdadeiras pela tragédia. Mas quantos de nós realmente perderam algo significativo na tragédia? O que a enchente tirou de você? Perdeu um carro, provavelmente segurado. Sofreu um estresse enorme com o trânsito, falta de energia elétrica e possíveis momentos de pânico. Perdeu o sono, o humor, o horário, o compromisso, o trabalho. Mas o que nós perdemos de irreparável? Nós ainda temos nossas casas. Ainda temos nossas roupas, nossos eletrodomésticos, nossos documentos, nossas fotos, nossa memória. Ainda temos nossos pais, irmãos, maridos, esposas, nossas vidas. Quantas dessas mais de duzentas pessoas que morreram no Rio eram de classes privilegiadas? Uma, duas, nenhuma? Não sei o número exato, mas certamente não passa disso. Nós sofremos com a tragédia, mas essa tragédia atinge de modo fatal quase que exclusivamente a classe pobre.

Foram dezenas de deslizamentos de terra em morros do Rio e Niterói, muitos já constatados que estavam em situação de risco. Chegaram a fazer processos de urbanização em uma área em cima de um lixão! Não dá pra acreditar! O problema é que não é só culpa de má administração e de pura negligência dos políticos. Os moradores sabem da condição. E não saem. É claro que sempre concordaremos com a justificativa de não ter opção, mas no fundo não é só isso. É necessário criar condições de desapropriação e gerar uma conscientização de não ocupar encostas ou áreas de risco. Não é uma tarefa fácil, principalmente por que quem não tem condições de comprar uma moradia decente e se vê obrigado a buscar refugio nas favelas, que, no caso dessas cidades, sempre acabam subindo os vários morros existentes. Mas o cidadão precisa entender que se ele subir o morro sem o mínimo de condição urbana, ele pode fatalmente estar levando a família à morte. Será que mesmo com as condições patéticas de nossos abrigos, ainda não é melhor do que correr o risco de matar os próprios filhos? Penso que um abrigo seria a pior opção para poder fazer essa comparação. Mas ainda assim ela não é uma melhor opção do que o risco iminente? E por que não investir em melhorar consideravelmente a estrutura dos abrigos? Certamente é muito mais barato do que o que se gasta com reconstrução e desapropriação.

Por isso, volto novamente à mentalidade. É atrasada, é reparativa, não é de longo prazo. Nem a dos governantes, nem a dos cidadãos. Todos os levantamentos recentes apontam que é absurdamente mais barato fazer um trabalho de prevenção do que o que se gasta para reconstruir o que foi perdido. Mas por que não é feito? Por sujos interesses políticos, por uso incorreto ou indevido da verba pública, por negligência dos cidadãos que não cobram devidamente das autoridades e, na maioria das vezes, também não fazem a sua parte. Temos que ter a clara consciência que esse é um problema de todos nós e que temos que assumir uma postura mais social. E não só fazendo doações às vítimas, o que é muito válido e importante, mas principalmente fazendo algo real e palpável para que os danos possam ser menores na próxima vez. Como? Fazendo a sua parte, desde não jogar nada nas ruas até a coleta seletiva; conscientizando quantas pessoas você puder sobre o que podem fazer para ajudar; apoiar movimentos e instituições que cobrem ações do governo, além de levar consciência de responsabilidade aos menos favorecidos. É uma questão de consciência: é necessário nos conscientizarmos que temos tanta responsabilidade quanto o prefeito, o governador ou o presidente – e levar essa sensibilização a quantas pessoas pudermos.

Além de tudo o que já foi dito, é sempre bom lembrar que hoje em dia entra em pauta nessa discussão o efeito estufa, o aquecimento global e toda a perspectiva de que a natureza deve responder com mais violência ainda nos próximos anos. Ou seja, não podemos contar que no ano que vem vai chover menos que esse ano, e assim por diante, a não ser que realmente a gente assuma a responsabilidade. Ou então, é bom já começarmos a ter canoas nas garagens e palafitas nos quintais. Pois é para onde caminha nosso futuro. Para a imersão!

E agora, vamos esquecer tudo o que aconteceu esse ano, e nos anos anteriores, e esperar pelo verão seguinte?

Faça o que lhe for possível, que talvez seja o suficiente se todos também fizerem. Não polua, não negligencie, leve a consciência limpa adiante, apoie movimentos importantes como esse. E, quem sabe assim, com essa consciência, com esse espírito, a mãe natureza talvez não nos dê outra chance. Talvez com o rumo que o clima mundial está tomando, mesmo que nós façamos tudo, é possível que ainda assim não aguentemos com as forças da natureza. Mas, se fizermos tudo e aguentarmos, certamente deixaremos muito mais ferramentas para as próximas gerações saberem o que fazer e o que não fazer.

Não sou um burocrata, nem político. Não sou um homem de exatas, de números e não sou bom com fórmulas. Por isso, meu apelo é humano. Sou apenas um ator, um cidadão comum, um brasileiro qualquer que espera poder mostrar esse mundo para os filhos, se a natureza permitir. E para os netos, se a velhice permitir. E você, o que pretende mostrar para seus filhos e netos? A escolha é nossa. A responsabilidade é nossa.

Doe Sangue

por Alex Castro

O Hemorio, órgão da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro responsável pela distribuição de sangue para cerca de 180 hospitais da rede pública, teve uma queda de 80% no comparecimento de doadores de sangue após o início das fortes chuvas que atingem na região metropolitana do Estado.

De acordo com a secretaria, desde o dia 1º de abril, o órgão coletou 840 bolsas. Comparando com o mesmo período no ano passado, a queda chega a quase 50%. Nesta terça-feira, por exemplo, apenas 61 bolsas de sangue foram coletadas, quando normalmente seriam 300.

De acordo com a diretora geral do instituto, Clarisse Lobo, já estão sendo realizadas estratégias para minimizar o problema, mas a população precisa ajudar, pois todos os tipos de sangue são necessários. “Iniciamos o trabalho de convocação de doadores de sangue, mas a situação é grave. Os estoques estão praticamente zerados e estamos pedindo ajuda da população para este momento difícil”.

No Rio de Janeiro ainda há mais 26 postos públicos de coleta de sangue coordenados tecnicamente pelo Hemorio. Os endereços e horários de funcionamento dos postos podem ser obtidos pelo Disque Sangue (0800 282 0708). O Hemorio funciona todos os dias, das 7h às 18h, inclusive aos sábados, domingos e feriados e fica na Rua Frei Caneca 8, Centro do Rio.

Para ser um doador, é preciso levar um documento oficial de identidade com foto, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50kg e estar em boas condições de saúde. Não é necessário estar em jejum. O voluntário deve somente evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e a ingestão de bebidas alcoólicas.

(Fonte)

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Hemorio está em alerta e pede doações de sangue

Para ser voluntário, basta ir à sede do instituto, na Rua Frei Caneca 8, no Centro, e apresentar identidade com foto. É preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50kg e estar em boas condições de saúde. Não é necessário estar em jejum. O voluntário deve somente evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e a ingestão de bebidas alcoólicas. O Hemorio funciona todos os dias, das 7 às 18h, inclusive sábados, domingos e feriados.

Além disso, no Rio de Janeiro há mais 26 postos públicos de coleta de sangue coordenados tecnicamente pelo Hemorio. Os endereços e horários de funcionamento dos postos podem ser obtidos pelo Disque Sangue (0800 282-0708).

(fonte: Extra)

Walmart e as Enchentes

por Alex Castro

Sou carioca expatriado e moro em Nova Orleans, outra cidade que periodicamente inunda e onde passei pelo trauma do Katrina, em 2005.

Hoje, ao ler que toda a Rede Walmart Brasil, no Sudeste e Centro-Oeste, está recolhendo doações para as vítimas das enchentes do Rio de Janeiro, me lembrei da atuação do Walmart durante o Katrina.

Apesar da imagem negativa da empresa, enquanto autoridades locais e federais estavam batendo testa sem saber o que o fazer, a ação decisiva do Walmart durante os primeiros dias da crise foi vital para os sobreviventes. Pouca gente sabe dessa história. Muitas empresas me ajudaram, e muito, e não esqueço nenhuma delas (Continental, Southwest, Levi’s, Safeway, Target, etc), mas o Walmart é quem tem a pior imagem. Para quem lê inglês, sugiro os links abaixo:

Wal-Mart at Forefront of Hurricane Relief

Real Katrina hero? Wal-Mart, study says

Wal-Mart’s Katrina Heroism: “Above All, Do The Right Thing,” CEO Told Managers Before Katrina Struck

Wal-Mart Praised for Hurricane Katrina Response Efforts

Não tenho nenhuma afiliação com o Walmart. Esse não é um post pago. Nunca nem mesmo comprei no Walmart Brasil. Mas sou grato.

Rodoviárias do Tietê, de Campinas e da Barra Funda – São Paulo (fonte)

Walmart - todas as lojas do Sudeste e Centro-Oeste (fonte)

Grupo Pão de Açúcar – todas as lojas (Pão de Açúcar, ABC CompreBem, Sendas, Extra Hipermercados e Assaí) estão recolhendo donativos (fonte) (site do grupo diz que campanha é apenas nas unidades do Estado do Rio de Janeiro mas amigos disseram ter visto a campanha em São Paulo também.)

Clube mobiliza campanha em prol do RJ
Doações poderão ser feitas no portão 1 do Estádio do Morumbi a partir desta quinta (08)
Comunicação SPFC – 8/4/2010

O São Paulo FC, com o apoio do Clube dos 13, promove uma campanha de arrecadação de donativos em prol das vítimas das chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro nos últimos dois dias.

Poderão ser doados alimentos não-perecíveis, produtos de limpeza e de higiene pessoal, água potável, itens de vestuário, calçados e roupas de cama. A arrecadação acontecerá no portão 1 do Estádio do Morumbi, das 8 às 18 horas,  nesta  quinta (08/04)  e sexta (09/04), podendo ser estendida para os dias 10 e 11 de abril.

O clube espera repetir o resultado da campanha que arrecadou, em 2008, cerca de 300 toneladas de donativos enviados aos desabrigados das enchentes em Santa Catarina.

As doações serão encaminhadas para o Rio de Janeiro  através de transportadora parceira do clube, sendo que outras  empresas  também poderão se solidarizar e fazer parte desta equipe que levará o material arrecadado aos desabrigados.

(Fonte: site oficial do São Paulo Futebol Clube)

Antes de depositar dinheiro em qualquer conta bancária, clique nos links abaixo e verifique a fonte original da informação. Só veiculamos informações que venham de fontes oficiais. O Projeto Enchentes não tem vínculo com nenhuma dessas instituições e nem pode garantir o bom uso do seu dinheiro.

Prefeitura Municipal de Niterói (fonte)

Caixa  Econômica Federal, agência: 0174, Conta: 006-126/7

Bradesco. Agência: 309, Conta Corrente: 12.000-6

Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (fonte)

Bradesco, Agência 0814-1, C/C: 48500-4

Viva Rio (fonte)

Banco do Brasil. Ag.: 1769-8. C/c.: 411396-9. CNPJ: 00343941/0001-28

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Novas atualizações estarão abaixo, e na página Doações

Banco Bradesco doa R$ 500 mil para os desabrigados e Prefeitura disponibiliza conta para quem quiser colaborar

A Prefeitura de Niterói informa que abriu uma conta bancária para receber doações para as vítimas da chuva na cidade. Os interessados podem depositar qualquer quantia na Caixa Econômica Federal, agência: 0174, Conta: 006-126/7. Representantes do banco Bradesco estiveram com o prefeito Jorge Roberto Silveira, na tarde desta quinta-feira (08/04), e doaram R$ 500 mil à Prefeitura de Niterói. Os interessados em ajudar também podem fazer doações pela Agência: 309, Conta Corrente: 12.000-6. As doações de alimentos, roupas, produtos de higiene pessoal, colchonetes e água podem ser encaminhadas para o Clube Canto do Rio, no Centro.

(Fonte: site da Prefeitura Municipal de Niterói)

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Nota de Dom João Orani, Arcebispo do Rio de Janeiro

“Diante da calamidade pela qual passa nossa querida cidade do Rio de Janeiro, peço às paróquias de nossa Arquidiocese para acolherem os desabrigados, bem como às capelas, colégios e organismos arquidiocesanos para auxiliarem no socorro das suas necessidades, juntamente com os padres, religiosas e religiosos, somando esforços ao poder público e outras entidades, neste momento difícil.

Também encaminharemos todas as doações que recebermos nas paróquias, para minimizar os sofrimentos das famílias. Seja ajuda material — como colchonetes, produtos de higiene, água potável ou alimentos — ou ainda a ajuda financeira, depositada na conta bancária da Cáritas Arquidiocesana, no banco Bradesco, Agência 0814-1, C/C: 48500-4.

Nesta Semana Pascal, quando resplandece o vigor da caridade de Cristo por todos os seres humanos, invoco a intercessão de São Sebastião, Padroeiro da nossa Cidade, para que cessem as calamidades, e a de São Jorge, para que renove a força dos cariocas diante das dificuldades.”

Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro”

(Fonte: site da CNBB)

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Viva Rio recebe doações em dinheiro e mantimentos para desabrigados no Rio

A princípio, o único posto de coleta é a própria sede do Viva Rio, que fica na Rua do Russel, nº 76, Glória (em frente à saída da estação do metrô). O Viva Rio receberá as doações de segunda a sexta-feira, entre as 9:00 e as 21:00h, e aos sábados, das 9:00 às 16:00h.

As informações para doações em dinheiro são as seguintes:

Banco do Brasil
Ag.: 1769-8
C/c.: 411396-9
Viva Rio
CNPJ: 00343941/0001-28

Programa de Voluntariado do Viva Rio:
Tel.: 2555-3785 / 2555-3750, ramais 3256, 3362
E-mails: voluntariado@vivario.org.br; cibele@vivario.org.br

(Fonte: site do Viva Rio)

Todos os batalhões da Polícia Militar/RJ também estão aceitando e recolhendo doações.

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SÃO GONÇALO

Alcântara: Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Uriscina Vargas 36, em frente ao 7° BPM).

Locais de entrega: EME – Espaço Multidisciplinar de Educação – Rua Fernando Pessoa, 135 – Itaúna – São Gonçalo (telefone: 3711-5070) e Creche da Fazenda – Rua Rosendo Marcos, 2661- Itaúna – São Gonçalo (telefone: 2701-0790).
Maiores necessidades: roupas, calçados, alimentos não perecíveis, colchonetes, fraldas, cobertores e água mineral.

A Secretaria de Desenvolvimento Social também está realizando coleta de doações – Informações: 3262-3601 ou 3262-3603

NITERÓI

A prefeitura está centralizando as doações no clube Canto do Rio, mas as escolas que abrigam vítimas também estão recebendo donativos.

Clube Canto do Rio (Rua Visconde do Rio Branco 701, Niterói) – água mineral, roupas, alimentos não perecíveis e produtos de higiene.

Plaza Shopping (Rua XV de Novembro 8, Niterói) – casacos, fraldas descartáveis, alimentos não perecíveis e água.

Fonseca: Na Escola Municipal Paulo Freire (Rua Soares Miranda 77); Escola Municipal Ernani Moreira. Franco (Rua Bonfim s/n); Escola Municipal Alberto Brandão (Rua Castro Alves 22).

Santa Bárbara: Escola Municipal Rachid (Rua Jandira Pereira 620/623).

Morro do Estado: Escola Municipal Antonio Vieira da Rocha (Rua Dr. Araújo Pimenta, s/n).

Boa Vista: Escola Nilo Neves (Rua Silveira da Motta, s/n).

Jacaré: Escola Senador Vasconcelos Torres (Est. Frei Orlando 370); Escola Municipal Eulália Ferreira Bragança.

Morro do Céu: Escola Luis Eduardo Travassos.

Engenhoca: Escola Municipal Adelino Magalhães (Rua Doutor Nélson Pena 17).

São Francisco: Escola Helena Antipoff (Av. Rui Barbosa 710).

Beltrão: Creche Comunitária Cristo Vive (Travessa Beltrão).

Pé Pequeno: Berçário Nova Infância (Rua Itaguaí 148).

Charitas: Escola Maria Luiza Sampaio (Rua São Caetano 30).

Colégio Pluz - Av.Central, Itaipu

Colégio Salesiano – Rua Santa Rosa 207, Santa Rosa. Telefone: 3578-9400

Centro Educacional de Niterói (Centrinho) – Rua Itaguaí 173, Pé Pequeno. Telefone: 2611-0000

Creche do Gema na Martins Torres endereço: Rua Martins Torres 479, Niterói – Parte dos desabrigados do Morro do Bumba foi levado para essa creche

Colégio Estadual Guilherme Briggs – Rua Doutor Mário Viana 625, Santa Rosa Telefone: 2711-1966

Escola Estadual Alberto Brandão – Rua Castro Alves, 22 – Fonseca

Igreja Metodista de Icaraí recolhe donativos para vítimas de Niterói.Rua Mariz e Barros, Ñ 163.Tel: 021 2612-1143

Quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Cubango – Rua Noronha Torrezão 560, Cubango

SÃO JOÃO DE MERITI

Vilar dos Teles: Secretaria municipal de Promoção Social (Avenida Presidente Lincoln 899, no prédio da prefeitura, no térreo).

DUQUE DE CAXIAS

Parque Duque: Secretaria municipal de Integração Segurança Pública e Defesa Civil (Rua Silva Ferrando s/n, próximo ao Centro de Caxias).

TANGUÁ

Centro: Secretaria de Bem Estar Social (Rua Vereador Manoel Macedo 680, perto do Banco do Brasil).

MARICÁ

Locais de entrega: Escola Joana Benedicta Rangel, no Centro, e na Subprefeitura de Itaipuaçu – Estrada de Itaipuaçu, Qd A, Lt 26.

Maiores necessidades: frutas, pão, manteiga, café, roupas, agasalhos, objetos de higiene pessoal e roupas íntimas.
Informações: 2637-8585 (gabinete do prefeito) e 2637-1639 (Secretaria de Direitos Humanos).

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Se você conhece algum lugar aceitando doações que não está na lista acima, por favor, deixe um comentário avisando.