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Cuidados de Saúde Após Enchentes
PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS
A Secretaria da Saúde alerta a população para tomar cuidado com as águas de enchentes, alagamentos e formação de locais enlameados, pois podem favorecer o aparecimento de leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele. Para evitar casos da doença, a população deve tomar alguns cuidados em caso de contato com água contaminada.
O período de incubação da doença é, em média, de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos uma semana depois do início dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.
Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são freqüentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.
Cuidados importantes antes e depois da enchente:
• Não jogar lixo ou objetos nos rios. Isso represa as águas e com a chuva pode causar enchentes;
• Não brincar ou nadar em lagos e córregos nem nas águas de enchente;
• Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
• Colocar o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos;
• Inutilizar alimentos naturais ou preparados assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente;
• Manter os quintais sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos;
• Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;
• Colocar telas nos ralos para evitar o acesso de roedores;
• Solicitar água da Sanepar ou prefeitura no caso de falta de água;
• Não usar água de poço inundado, antes da desinfecção;
• Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;
• Usar água sanitária (ou a solução de hipoclorito) para tratar a água de beber e cozinhar
• Lavar a residência com água limpa e desinfetante.
Cuidados com a saúde nas enchentes
As enchentes aumentam os riscos de contágio de doenças como a leptospirose, a hepatite e diarréias agudas. Nas enchentes o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contamina e, por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pelas águas da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.
Para limpar e desinfetar reservatórios domésticos de água recomenda-se esvaziar completamente a caixa ou o tambor onde a água é guardada, retirando toda a sujeira com ajuda de panos, baldes e pás, e lavar o recipiente esfregando bem as paredes e o fundo. Após concluída a limpeza colocar um litro de água sanitária ( ou hipoclorito de Sódio diluído na proporção de 2,5%) para cada mil litros de água do reservatório. A seguir deve-se abrir a água para que a caixa fique cheia. Aguardar 30 minutos e, então, abrir o registro de saída da caixa por alguns segundos de modo a que a tubulação fique cheia do líquido. Atenção: não abra as torneiras de casa durante 30 minutos para a completa desinfecção tanto do reservatório como da tubulação.
Após o período de 30 minutos deve-se abrir todas as torneiras, esgotando-se a água. (Pode-se usar essa água para fazer limpeza do chão e das paredes das casas atingidas pela enchente). Se você não tem uma caixa de água ou um barril, faça o seguinte cálculo: para um balde de vinte litros deve-se usar quatro chícaras de café de água sanitária.
OUTRAS DICAS – Em casos de enchentes todos devem permanecer o menor tempo possível em contato com as águas. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de plástico (desde que não estejam furados).
As lamas das enchentes têm alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. Não se deve permitir que crianças brinquem nas águas das enchentes sob o perigo de ficarem seriamente doentes.
É muito importante, também, o cuidado com os alimentos pois, quando entram em contato com as águas das enchentes, podem ficar contaminados. Por isso deve-se manter os alimentos não perecíveis acondicionados em recipientes fechados, longe do alcance de roedores, insetos e outros animais. Lave sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.
FONTE: www.saude.mt.gov.br
LEPTOSPIROSE
Aspectos Epidemiológicos :
A leptospirose é uma doença infecciosa aguda, de caráter sistêmico, que acomete o homem e os animais, causada por microorganismos pertencentes ao gênero Leptospira. A distribuição geográfica da leptospirose é cosmopolita, no entanto a sua ocorrência é favorecida pelas condições ambientais vigentes nas regiões de clima tropical e subtropical, onde a elevada temperatura e os períodos do ano com altos índices pluviométricos favorecem o aparecimento de surtos epidêmicos de caráter sazonal. É uma zoonose de alta importância devido aos prejuízos que acarreta, não só em nível de saúde pública, face à alta incidência de casos humanos, como também econômicos, em virtude do alto custo hospitalar dos pacientes, da perda de dias de trabalho e das alterações na esfera reprodutiva dos animais infectados.
Agente Etiológico:
O gênero Leptospira é um dos componentes da família dos Espiroquetídeos, onde estão reunidos os microrganismos com morfologia filamentosa, espiralados, visualizados apenas pela microscopia de campo escuro e de contraste de fase, com afinidade tintorial pelos corantes argênticos. Nesse gênero aceita-se atualmente a existência de duas espécies: L.interrogans e L.biflexa, as quais reúnem, respectivamente, as estirpes patogênicas e aquelas saprófitas de vida livre, encontradas usualmente em água doce de superfície.A diferenciação em espécie apoia-se nas características de crescimento em meios de cultivo enriquecidos; no entanto, do ponto de vista taxonômico, as características antigênicas decorrentes de antígenos de parede, com natureza lipoproteica, possibilitam as diferenciações sorológicas que superam a cifra de 200 exemplares para a espécies L. interrogans, as quais com base em relações antigênicas são reagrupadas em sorogrupos.
Dentre os fatores ligados ao agente etiológico que favorecem a persistência dos focos de leptospirose, especial destaque deve ser dado ao elevado grau de variação antigênica; relativo grau de sobrevivência em nível ambiental em ausência de parasitismo (registros experimentais referem até 180 dias desde que haja alto nível de umidade, proteção contra os raios solares e valores de pH neutro ou levemente alcalino); ampla variedade de vertebrados suscetíveis, os quais podem hospedar o microorganismo.
Reservatório e Fonte de Infecção:
Os roedores desempenham o papel de principais reservatórios da doença, pois albergam a leptospira nos rins, eliminando as vivas no meio ambiente e, contaminando água, solo e alimentos. Dentre os roedores domésticos (Rattus norvegicus, Rattus rattus e Mus musculus), grande importância deve se dispensar ao R. norvegicus, portador clássico da L. icterohaemorraghiae, a mais patogênica ao homem.
Modo de Transmissão:
A infecção humana pela leptospira resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. Em áreas urbanas, o contato com águas e lama contaminados demonstram a importância do elo hídrico na transmissão da doença ao homem, pois a leptospira dela depende para sobreviver e alcançar o hospedeiro. Há outras modalidades menos importantes de transmissão como a manipulação de tecidos animais e a ingestão de água e alimentos contaminados. A transmissão de pessoa a pessoa é muito rara e de pouca importância prática. A penetração do microorganismo se dá pela pele lesada ou mucosas da boca, narinas e olhos, podendo ocorrer através da pele íntegra, quando imersa em água por longo tempo.
Período de Incubação:
Varia de um a vinte dias, sendo em média de sete a quatorze dias.
Período de Transmissibilidade:
A infecção inter-humana é rara, sem importância prática.
Suscetibilidade e Imunidade:
A suscetibilidade no homem é geral, porém ocorre com maior freqüência em indivíduos do sexo masculino na faixa etária de 20 a 35 anos, não devido a uma preferência do agente a estes indivíduos, mas por estarem mais expostos a situações de risco. A imunidade adquirida é sorotipo específica, podendo incidir mais de uma vez no mesmo indivíduo, porém, por sorovares diferentes. Tradicionalmente, algumas profissões são consideradas de alto risco, como trabalhadores em esgotos, algumas lavouras e pecuária, magarefes, garis e outras. No Brasil, há nítida predominância de risco em pessoas que habitam ou trabalham em locais com más condições de saneamento e expostos a urina de animais, sobretudo a de ratos, que se instalam e proliferam, contaminando, assim, água, solo e alimentos.
Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade:
A leptospirose é uma doença de caráter sazonal, intimamente relacionada aos períodos chuvosos, quando há elevação dos índices pluviométricos e um conseqüente aumento na incidência de casos da doença. É uma doença endêmica, sendo comum o surgimento de casos isolados ou de pequenos grupos de casos, tornando-se epidêmica sob determinadas condições, tais como umidade e temperaturas elevadas e alta infestação de roedores contaminados. A doença ocorre tanto em nível rural quanto urbano. Na segunda, adquire um caráter mais severo, devido à grande aglomeração urbana de baixa renda morando à beira de córregos, em locais desprovidos de saneamento básico, em condições inadequadas de higiene e habitação, coabitando com roedores, que aí encontram água, abrigo e alimento necessários à sua proliferação. A presença de água, lixo e roedores contaminados predispõe à ocorrência de casos humanos de leptospirose. No Brasil, durante o período de 1985 a 1997, foram notificados 35.403 casos da doença, variando desde 1.594 casos anuais (mínimo) em 1987, a 5.576 em 1997 (máximo). Nesse mesmo período, houve 3.821 óbitos, variando desde 215 em 1993 (mínimo) a 404 óbitos em 1988 (máximo). A letalidade da doença nesse período variou de 6,5% em 1996, a 20,7% em 1987, numa média de 12,5%, dependendo entre outros fatores, do sorovar infectante, da gravidade, da forma clínica, da precocidade do diagnóstico, do tratamento e da faixa etária do paciente.
HEPATITES VIRAIS
Aspectos Epidemiológicos :
O termo hepatites virais refere-se a um grupo de infecções cujos agentes etiológicos são vírus que possuem como principal característica o tropismo primário pelo fígado. As principais características destes cinco tipos de vírus que causam hepatites resumem-se no Quadro 1.
Quadro 1 – Principais Características Epidemiológicas dos Vírus que Causam a Hepatite
| Tipos De Vírus | Material Genético | Período de Incubação | Via de Transmissão | Risco de Cronificar |
| A | RNA | 15-45 dias | fecal-oral | inexistente |
| B | DNA | 30-180 dias | sexual, parenteral, sangue e hemoderivados, procedimento cirúrgico/odontológico, solução de continuidade (pele e mucosas), mãe-filho | alto
(90% nos neo-natos e 5-10% nos adultos) |
| C | RNA | 15-150 dias | parenteral, sangue, hemoderivados e sexual | alto (85%) |
| D | RNA | 30–50 dias (*) | idem ao ítem b | alto
(79% na superinfecção e menor que 5% na co-infecção) |
| E | RNA | 28-48 dias | fecal-oral | inexis |
Mais recentemente, no ano de 1995, foi descrita a descoberta de um novo membro dos vírus causadores de hepatite, este foi denominado como “G”. Trata-se de um vírus RNA da família dos Flaviviridae, que pode causar hepatite aguda e crônica em um pequeno número de casos de hepatite não A-E, cuja transmissão tem sido descrita entre receptores de sangue e hemoderivados, usuários de drogras endovenosas e hemodialisados. O seu período de incubação pós-transfusional é de 2-4 semanas. Através de estudos que utilizaram a técnica de reação de amplificação de ácidos nucléicos, o vírus da hepatite G (VHG) tem sido encontrado nas populações dos Estados Unidos, Europa, Austrália, Japão e Brasil. Este novo agente infeccioso ainda é motivo de estudo. Outros vírus, esporadicamente, podem produzir hepatites agudas que são clínica e bioquimicamente semelhantes aos tipos acima mencionados; entre eles se destacam o Citomegalovírus, o vírus Epstein-Barr e o vírus da Febre Amarela.
FONTE: AmbienteBrasil, Fundação Nacional de Saúde
Onde Doar – Na Cidade do Rio de Janeiro
Unidades da Guarda Municipal da prefeitura do Rio – colchonetes, alimentos não-perecíveis, água e roupas:
- Centro: no Centro Administrativo São Sebastião (sede da Prefeitura – Rua Afonso Cavalcanti, 455, Cidade Nova)
- São Cristóvão: na sede da Guarda (Avenida Pedro II, nº 111)
- Botafogo: na base operacional da GM-Rio (Rua Bambina, 37)
- Barra da Tijuca: na 4ª Inspetoria (Avenida Ayrton Senna, 2001)
- Madureira: na 6ª Inspetoria (Rua Armando Cruz, s/nº)
- Praça Seca: na 7ª Inspetoria (Praça Barão da Taquara, 9)
- Lagoa: 2ª Inspetoria (Rua Professor Abelardo Lobo s/nº – embaixo do Viaduto Saint Hilaire, na saída do Túnel Rebouças)
- Bangu: na 5ª Inspetoria (Rua Biarritz, s/nº)
- Tijuca: na 8ª Inspetoria (Rua Conde de Bonfim, nº 267).
- Campo Grande: na 13ª Inspetoria (Rua Minas de Prata, 200)
Carioca Shopping (Av. Vicente de Carvalho 909, Vicente de Carvalho) – alimentos não perecíveis, água, colchonetes e roupas
Plataforma dos Centros Urbanos, ligada ao Unicef:
- Grupo Articuladores Locais (GAL) Sempre Unidos II (Centro Comunitário Raiz e Vida – Av. 28 de setembro 40 sala 2, Vila Isabel)
- GAL O Futuro é Agora (Ciep da Rua São Miguel, no Morro do Borel) – materiais descartáveis, como copos, pratos e fraldas
- GAL União (Associação de Moradores João Paulo II – Rua Sá Viana 269, Grajaú) – colchonetes, produtos de higiene pessoal, alimentação para produção de refeições no local de abrigo
- GAL Gama (Padaria do Geneci – Rua João Delerri 68, Cosme Velho) – alimentos (papinhas, leite etc), roupas e calçados para crianças e bebês e água
- GAL Fênix (Rua R 46, casa 1, próximo à Vila Olímpica de Vila Kennedy) – roupa de cama e banho, materiais de higiene pessoal e alimentação
(Fonte: Jornal O Globo)
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Todos os batalhões da Polícia Militar/RJ também estão aceitando e recolhendo doações.
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O Colégio Mopi está recolhendo doações em suas duas unidades:
Mopi Tijuca – Rua Almirante Cochrane, 66 – 2204-7300
Mopi Barra – Estrada da Barra da Tijuca, 600 – Itanhangá – 3433-3900
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Morro dos Macacos
Local de entrega de doações: Centro Comunitário Raiz e Vida
Endereço: Av.28 de setembro 406/sala 02 – Vila Isabel
Telefone para contato: Márcia Helena, 9633-4982 (fazer contato antes da
entrega)
Morro do Borel
Local de entrega de doações: CIEP da Rua São Miguel (Borel) ou Posto de Saúde
Telefones para contato: Renata, 9154-4938
Maiores Necessidades: Materiais descartáveis (copo, prato, fraldas…)
Andaraí
Local de entrega de doações: Associação de Moradores João Paulo II
Endereço: Rua Sá Viana, 269 – Grajaú.
Telefones para contato: Edson, 81859498
Maiores Necessidades: colchonetes, materiais de higiene pessoal, alimentos
Cerro-Corá e Guararapes
Local de entrega de doações: Padaria do Geneci
Endereço: Rua João Delerri, 68 – Cosme Velho
Telefones para contato: 9189-1904 e 9154-0975 (falar com Fátima)
Maiores Necessidades: alimentos (principalmente para bebês: papinhas e leite), roupas, água e calçados para crianças e bebês
Morro do Turano
Local de entrega de doações: Colégio Estadual Herbert de Souza
Endereço: Rua Barão de Itapagipe (próximo ao número 311 ) – Rio Comprido
Contato: Gisele – 78968200
Maiores necessidades: Fralda, absorvente, mamadeira e leite em pó.
Conjunto de favelas do Alemão
Local de entrega de doações: EDUCAP – Rua Canitá, 1033 – Inhaúma
Telefones para contato: 87841252 (falar com Lúcia)
Maiores Necessidades: alimentos, roupas, calçados e água
Morro dos Prazeres
Local de Entrega de Doações: subir para o Morro dos Prazeres pela pela Almirante Alexandrino n.o. 3226 / Rua Gomes Lopes n.o. 70 (posto de coleta na 2.a igreja evangélica) – Importante telefonar para pessoas de contato receberem as doações nas proximidades do endereço de entrega.
Telefones para contato: 75446696 (Mariana) e 9227-6574 (Cris)
Maiores Necessidades: roupa de cama e banho, água, roupas, vela e fósforos. Materiais de higiene pessoal e alimentação.
Local de entrega: Igreja Assembleia de Deus
Rua Gomes Lopes, nº 87 B – Rio Comprido
Telefones para contato: 7582-9859 (Rubens) e 9251-0140 (Lúcia)
Comunidade Coroados
Local de entrega: Sede do Grupo Articulador Local Educando com Arte – Estrada dos Bandeirantes, 9916 – Vargem Pequena
Maiores necessiades: Colchonetes e Cobertores.
Telefones para contato: 2441 1912 / 9789 5837 (Jucilene)
Comunidade Vila Kennedy
Local de entrega: Rua R, 46 – casa 1. Próximo à Vila Olímpica.
Maiores Necessidades: roupa de cama e banho, materiais de higiene pessoal e alimentação.
Informações: 7166-3247 (Janaina)
Rede de Solidariedade aos Desabrigados
Locais de entrega: no ITC (morro da Formiga, Tijuca), na Rua Medeiros Pássaro, 4, esquina com a Rua Conde de Bonfim ou na subsede do Sinttel da Rua dos Andradas, 96, 15º andar, Centro do Rio.
As doações serão destinadas aos Morros da Formiga, Turano e Borel e em São Gonçalo
Maiores necessidades: agasalhos, roupas, lençóis e calçados para crianças e adultos e alimentos não-perecíveis.
Viva Rio
O Viva Rio está recebendo doações.
Local de entrega: Rua do Russel, 76 – Glória
Informações: 2555-3750 (Cibele)
Organização Fazendo Criança Sorrir
Local de entrega: Rua Professor Silva Campos,131 – Freguesia – Ilha do Governador
Informações: 3366-0421 / 9844-3042 (Ana Paula ou Rosana).
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Se você conhece algum lugar aceitando doações que não está na lista acima, por favor, deixe um comentário avisando.
Onde Doar em São Paulo
Em São Paulo:
Nessa quinta-feira, 8 de abril, de 8h às 18h, no portão 1 do Estádio Morumbi, a diretoria do São Paulo estará aceitando doações que serão enviadas às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro. (fonte)
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Por favor, se você souber de outras iniciativas ou postos de doação em SP, mande um sinal de fumaça!
Como ajudar os desabrigados de Niterói/RJ
Lista do que os desabrigados pela chuva mais precisam (por ordem de importância):
- Água potável
- Alimentos prontos (bolachas, biscoitos, barras de cereais, latas de sardinha e carne enlatada, salsicha e outros mantimentos de fácil manuseio e não perecíveis)
- Material de higiene pessoal, como escovas e pasta de dente, sabonetes, absorventes femininos e fraldas descartáveis
- Produtos de limpeza
Cuidados para quem pretende fazer as doações:
- Os alimentos devem estar dentro do prazo de validade e com a embalagem intacta. De preferência, devem ser não-perecíveis;
- Colchões e roupas de cama devem estar em bom estado de conservação, limpos e prontos para utilização;
- Roupas e calçados também devem estar limpos e em condições de uso. Sapatos devem estar amarrados entre si (pé direito com esquerdo) e a numeração deve ser marcada do lado externo com caneta;
- Utensílios domésticos devem estar funcionando e bem conservados.
Os desabrigados estão sendo encaminhados para:
- EM. Rachid (Santa Bárbara)
- EM Ernani Moreira Franco (Fonseca)
- EM Antonio Vieira (Morro do Estado)
- EM João Brasil (Morro do Castro)
- EM Paulo Freire (Fonseca)
- UMEI Nilo Neves (Boa Vista)
- EM José Anchieta (Morro do Céu)
- UMEI sen. Vasconcelos Torres (Jacaré)
Aceitando doações:
- EM Paulo Freire – Rua Soares Miranda, 77 – Fonseca.
- Canto do Rio
- Colégio Salesianos – Tel.: 3578-9400
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A prefeitura está centralizando as doações no clube Canto do Rio, mas as escolas que abrigam vítimas também estão recebendo donativos.
Centro: Canto do Rio (Rua Visconde Rio Branco 701).
Fonseca: Na Escola Municipal Paulo Freire (Rua Soares Miranda 77); Escola Municipal Ernani Moreira. Franco (Rua Bonfim s/n); Escola Municipal Alberto Brandão (Rua Castro Alves 22).
Santa Bárbara: Escola Municipal Rachid (Rua Jandira Pereira 620/623).
Morro do Estado: Escola Municipal Antonio Vieira da Rocha (Rua Dr. Araújo Pimenta, s/n).
Boa Vista: Escola Nilo Neves (Rua Silveira da Motta, s/n).
Jacaré: Escola Senador Vasconcelos Torres (Est. Frei Orlando 370); Escola Municipal Eulália Ferreira Bragança.
Morro do Céu: Escola Luis Eduardo Travassos.
Engenhoca: Escola Municipal Adelino Magalhães (Rua Doutor Nélson Pena 17).
São Francisco: Escola Helena Antipoff (Av. Rui Barbosa 710).
Beltrão: Creche Comunitária Cristo Vive (Travessa Beltrão).
Pé Pequeno: Berçário Nova Infância (Rua Itaguaí 148).
Charitas: Escola Maria Luiza Sampaio (Rua São Caetano 30).
(Fonte: Extra)
Onde Mais e Menos Choveu no Rio de Janeiro
“Para efeito de comparação o local que mais choveu, Rocinha, praticamente o dobro de Jacarepaguá, onde estou, e causou um caos. Os dados são retirados das estações pluviométricas no Rio de Janeiro. Os dados estão em milímetros cúbicos.
Não havia dados para a Estação do Sumaré mas provavelmente foi o local mais chuvoso. Já que para as últimas 36 horas choveu 379.6 mm no local, enquanto na Rocinha foram 313 mm.”
| 1 | Rocinha | 292.8 |
| 2 | Jardim Botânico | 291.8 |
| 3 | Tijuca | 271.8 |
| 4 | Grande Méier | 255.4 |
| 5 | Vidigal | 253.6 |
| 6 | Santa Teresa | 236.4 |
| 7 | Grota Funda | 227.6 |
| 8 | Penha | 222.6 |
| 9 | Grajaú | 221.6 |
| 10 | Laranjeiras | 214.6 |
| 11 | Copacabana | 211.6 |
| 12 | São Cristovão | 209.6 |
| 13 | Barra/Itanhangá | 204.2 |
| 14 | Ilha do Governador | 200.8 |
| 15 | Barra/Riocento | 195.0 |
| 16 | Recreio dos Bandeirantes | 188.6 |
| 17 | Saúde | 184.2 |
| 18 | Piedade | 182.2 |
| 19 | Madureira | 169.2 |
| 20 | Jacarepaguá/Tanque | 165.4 |
| 21 | Sepetiba | 165.2 |
| 22 | Urca | 162 |
| 23 | Jacarepaguá/Cidade de Deus | 161.4 |
| 24 | Santa Cruz | 148.2 |
| 25 | Campo Grande | 136.2 |
| 26 | Anchieta | 133 |
| 27 | Bangu | 130.6 |
| 28 | Gericinó | 130.0 |
| 29 | Irajá | 126.6 |
| 30 | Av. Brasil/Mendanha | 126.2 |
| 31 | Guaratiba | 107.6 |
(Fonte: Diário do Rio)
Você pode ajudar o Rio
O Projeto Enchentes busca reunir informações de utilidade pública para ajudar desabrigados e afetados pelas enchentes, além de contribuir para que tragédias sejam evitadas através da divulgação de áreas de risco, que podem ser sinalizadas em nosso mapa. O projeto é totalmente colaborativo e conta com a ajuda de todos para obter qualquer tipo de informação que possa ajudar os cariocas a atravessarem esse momento de caos. Você pode contribuir, basta entrar em contato conosco.
Se você está no Rio, pode ajudar fazendo a sua doação para os desabrigados. Roupas, água potável, alimentos não perecíveis e colchonetes são fundamentais neste momento. Confira alguns dos locais que estão recebendo e organizando as doações:
Postos da Guarda Municipal do RJ:
• Centro: no Centro Administrativo São Sebastião (sede da Prefeitura – Rua Afonso Cavalcanti, 455, Cidade Nova)
• São Cristóvão: na sede da Guarda (Avenida Pedro II, nº 111)
• Botafogo: na base operacional da GM-Rio (Rua Bambina, nº 37)
• Barra da Tijuca: na 4ª Inspetoria (Avenida Ayrton Senna, nº 2001)
• Madureira: na 6a Inspetoria (Rua Armando Cruz, s/nº)
• Praça Seca: na 7ª Inspetoria (Praça Barão da Taquara, nº 9)
• Lagoa: 2ª Inspetoria (Rua Professor Abelardo Lobo s/nº – embaixo do viaduto Saint Hilaire, na saída do Túnel Rebouças)
• Bangu: na 5ª Inspetoria (Rua Biarritz, s/n)
• Tijuca: na 8ª Inspetoria (Rua Conde de Bonfim, nº 267)
• Campo Grande: na 13ª Inspetoria (Rua Minas de Prata, nº 200)
Ceasa, no Irajá
A Secretaria Estadual de Agricultura recebe doações no prédio da administração da Ceasa. Mais informações: (21) 2333-8274 / (21) 2333-8225 / ceasapresidencia@ceasa.rj.gov.br
Fontes: RJTV e Correio Braziliense/Agência Brasil
O desespero de um comerciante diante das águas
Tenho 26 anos e desde que nasci moro na cidade de Poá (SP), região do Alto Tietê, uma cidade pequena e com ar de interior, mesmo estando apenas 27km da Capital. Meus pais possuem uma pequena loja de presentes no centro da cidade. É desta loja, de meus pais e de todos ali ao redor, que vou escrever.
Iniciando pelo dia 7 de janeiro, uma Quinta-Feira. O céu estava bem mais escuro do que de costume. Temeroso pela chuva que viria, meu pai fechou a loja às 14h e tentou ir para casa. Tentou. A tempestade o pegou no meio do caminho e ele parou no comércio de uns amigos até que o tempo desse uma trégua, o que não aconteceu pelos próximos 45 minutos.
O Córrego Guaió, que corta o centro da cidade, havia transbordado. Mas cerca de 3 meses antes isso havia acontecido sem grandes problemas. Então a chuva parece dar uma trégua.
Meu pai pega seu carro e tenta continuar seu caminho para casa quando se depara com uma rua alagada na parte baixa da cidade. Um ônibus que tentava passar tinha água até a metade da carroceria: só deu tempo de frear e mudar o caminho.
Ao saber das notícias, logo imaginei como estaria o centro da cidade. Peguei meu carro e segui o caminho pela parte alta até próximo à estação de trem. Neste caminho já pude observar o único viaduto que liga o centro alto da cidade ao baixo, completamente parado: o trânsito com motoristas debruçados nas proteções olhando em direção ao rio.
Parei o carro e segui a pé. Quando me dirigi até a passagem subterrânea de pedestres sob a linha férrea, observei que ela estava fechada. Nada mais racional, mesmo porque estava com água até o teto. Utilizei então a passarela de pedestres. Foi quando gravei esse vídeo e onde bateu o primeiro grau de desespero.
Uma garota fala ao celular: “… amor, meu carro está debaixo d’água na frente do posto de saúde, fui na farmácia e quando voltei, já não consegui chegar nele…”Esse diálogo me acompanhou durante o caminho até o próximo choque. Desci a passarela correndo feito louco, pensando em chegar até a loja de meus pais.
Minha preocupação era com a força das águas contra as portas de aço. E esta preocupação foi aumentando a cada passo. De uma das voltas do caracol da passarela, vejo 4 ou 5 carros boiando no estacionamento de um banco. Tento achar um caminho seco, mas é tudo água. Até que me viro e observo que beirando parte da linha do trem, conseguiria ao menos chegar ao posto policial, próximo dali e com vista para meu objetivo.
Pelo caminho, pessoas correm para todos os lados, parecendo não saber para onde iam ou como iriam. Os rostos estampados de preocupação. Enfim, cheguei ao posto da PM. Ali, a minha preocupação com a loja de meus pais DESAPARECEU. Não sinto vergonha em dizer que chorei. Chorei por ver a cidade que cresci neste estado.
Enquanto chorava, uma policial pediu que me acalmasse (ironia?) e me falava: “Qual é o seu carro!? Tiramos todos que conseguimos antes da água!” Soluçando, eu respondi que nenhum, que estava lá por causa da loja dos meus pais.
Já estava ali, molhado pela chuva que não parava. O que fazer? Nada. Não podia fazer nada a não ser olhar o rio ou rua. Olhar as pessoas que estavam nas portas tentando evitar que seus produtos saíssem boiando ou esperando que prefeitura chegasse para tirá-los dali.
Não sei, mas um denominador comum existia entre todos: o medo estampado na face. A água já começava a abaixar, quando tentei me aproximar para registrar o que estava acontecendo.
Um policial consegue chegar a uma parte mais alta para socorrer uma senhora presa no carro, quando alguns vendedores o alertaram que uma das placas que cobre o rio estava se desprendendo.
Foi um momento tenso, mas o policial fez seu trabalho. Decidi sair daquele local e ver a origem de tal enchente. Tentei chegar à parte em que o rio teve seu curso “coberto” pela cidade, sem sucesso. No caminho, os rostos preocupados continuavam a circular. Nunca imaginei ver algo assim em Poá. Desta vez gravei sem focar em nada, apenas no caminho que fazia.
Passei por um prédio onde funciona a Casa da Melhor Idade. Uma janela quebrada virou saída de emergência. Duas pessoas olhando para dentro, onde só havia lama e algumas cadeiras plásticas. Continuei a andar. Comentários ecoavam: “… minha casa deve estar com pelo menos 1,5 m… saí correndo de lá …” ou “… avisa a minha mãe que eu tô bem.” Lamentações pelo carro levado pela água eram as mais ouvidas, seguidas de “agradeça por você não estar nele”, proferidas pelos interlocutores.
Viro a esquina e fico pasmo ao ver as comportas (que deveriam proteger a cidade das enchentes) jogadas na calçada, retorcidas como papel amassado. O calçamento do centro, todo em ladrilho (o que colaboraria para a redução de impermeabilização do solo) arrancado e espalhado pelas ruas. Crateras nas calçadas. Carros jogados contra os postes. Tratores retirando pessoas que estavam presas em prédios públicos.
Assistindo com calma o vídeo em casa, apreciei o som da voz de um garotinho. Parecia chamar atenção para tudo que havia acontecido naquela tarde. Ele diz: “Moço! Vem ver! Vem ver, moço!” Isso me marcou. Neste momento, voltei para casa, peguei a chave da loja e retornei para lá para começar a limpeza.
Ao abrir a porta, mercadorias caem sobre mim. Penso em meu pai e minha mãe (que ainda estava em um ônibus, parados em um alagamento). Começo a limpeza, como todos os comerciantes e moradores dali, enquanto curiosos passam pela porta, olham e comentam sobre a quantidade de lixo que entrou no salão.
Vejo os caminhões da prefeitura removendo o lixo das ruas, além de mercadorias perdidas que os comerciantes empilhavam, móveis, roupas e tudo mais que os moradores, chorando ou esbravejando, retiravam de suas casas. Foram 3 dias de limpeza. Finalmente, dia 9 de janeiro as coisas começam a se organizar no comércio e nas residências no entorno… por pouco tempo.
Outras inundações ocorreram. Madrugada do dia 19, tarde dos dias 23 e 26 de Janeiro. Nestas, por sorte ou força maior, a chuva não entrou na loja. Outras casas e comércios não tiveram a mesma sorte. O sentimento de impotência perante a tal situação. A preocupação que tenho agora ao ver uma nuvem mais escura no céu.
Minha cidade debaixo d’água. Tudo isso me acompanhará para o resto da vida. Mas o que me acompanhará no dia a dia será a frase: “Moço! Vem ver! Vem ver, moço!” Esta frase, do meu ponto de vista, teve o papel de naquele momento chamar a atenção para as ações que tomamos no cotidiano e suas consequências.
Lixo: como evitar que ele seja o vilão das enchentes
Através de dicas simples, podemos evitar que o lixo seja apontado como um dos principais culpados pelo problema das enchentes. Confira:
Como acondicionar o lixo: utilize sacos plásticos ou caixas e coloque-o na porta de sua residência somente nos dias e horários estabelecidos para a coleta. Lembre-se: se você perder a passagem do caminhão, guarde o saco de lixo bem fechado em sua casa até a data da próxima coleta. Cuidados Especiais: vidros quebrados, agulhas e outros objetos cortantes devem ser embalados em jornais antes de serem colocados nos sacos de lixo, para evitar acidentes. Utilize sempre recipientes de até 100 litros para depositar o lixo. Tambores ou vasilhas maiores dificultam a coleta.
Entulhos: no caso de entulhos de construção ou limpeza de lote vago, procure o mais rápido possível o serviço de remoção de entulhos das empresas autorizadas. Quem estiver em São Paulo pode utilizar os serviços dos ECOPONTOS (existem alguns espalhados pelos bairros).
Na rua e na calçada: nunca jogue lixo na rua. Procure locais adequados e permitidos, como lixeiras e caçambas. Caso não encontre uma perto de onde está, mantenha o lixo com você até a lixeira mais próxima. Jamais descarte o lixo em rios, lagos ou encostas. Caso contrário contribuirá para que ocorram enchentes, desabamentos e proliferação de doenças.
No carro: nunca jogue lixo pela janela. Tenha sempre dentro do veículo um saquinho para acondicionar o lixo até chegar em casa ou até encontrar uma lixeira onde poderá descartá-lo. Deixe seus pneus velhos nas oficinas de troca, pois elas se certificarão de dar um destino adequado a eles. Ao comprar uma bateria nova para seu carro, deixe a usada com o vendedor. Certifique-se que há um sistema de retorno ao fabricante.
Em sua comunidade: mobilize amigos, colegas de trabalho ou instituições (escola de seus filhos, faculdade, igreja e associação de moradores de bairro) a iniciar projetos de separação de materiais recicláveis e a estimular a monitoraria cidadã para manter as ruas limpas.
Orientação para as crianças: ensine as crianças a nunca jogar lixo nas ruas, nas praias, ou em qualquer lugar público. Mostre que lugar de lixo é na lixeira. Seja exemplo de boas práticas com o meio ambiente, pois seu comportamento vai influenciar o aprendizado delas.
Mobilização online pela reconstrução de São Luís do Paraitinga
Informações, registros, doações, formação de redes… Um grupo de voluntários criou este espaço na Rede CIM para quem deseja contribuir com a reconstrução da cidade e no resgate de seus personagens, de sua história. A idéia é divulgar, centralizar e potencializar esforços para ajudar São Luís do Paraitinga. Iniciativas do Governo, de ONGs e entidades, empresas e cidadãos que contribuam para o restabelecimento da cidade e de sua memória podem ser divulgadas e ficarão disponíveis para outras cidades que venham a enfrentar situações semelhantes no futuro.
A Rede CIM mobiliza e apóia iniciativas que têm por finalidade a preservação e divulgação da história dos municípios brasileiros. As localidades mudam tão depressa e com tamanha intensidade que o registro da lembrança viva dos seus moradores pode conservar histórias de acontecimentos, épocas, bens simbólicos, trajetórias ilustres, etc. Saiba mais clicando aqui.
Enchentes: de quem é a culpa?
Quando estamos à beira de um caos, como no caso das enchentes, é comum ver acontecer um jogo de ping-pong sobre a responsabilidade do problema. As perguntas se repetem: quem alimenta este caos? A poluição? O governo? Mas muitos são os fatores que podem ser citados como os responsáveis pelas sucessivas enchentes. Por exemplo:
- As agressões ininterruptas ao meio ambiente
- O crescimento constante e desordenado da cidade, sem uma política de moradia que impeça invasões e ocupações em áreas de várzea, passagens de rios e encostas, estreitando o escoamento das águas
- A falta de infraestrutura para a drenagem das águas
- O desaparecimento de árvores, tão rápido quanto o crescimento da cidade. Justamente as árvores que atuam como pontos de filtragem das chuvas
- A impermeabilização do solo, através do asfalto e cimento (quando a água não é absorvida, continua deslizando cidade afora)
- Bueiros, córregos e valas completamente obstruídos por lixo e mais lixo
Mas apesar do conjunto de fatores mencionados acima, administradores públicos e meios de comunicação insistem em dizer que o único culpado é o lixo. Por isso, precisamos fazer a nossa parte da melhor forma, dando exemplo de cidadania. Minimizando esta causa, teremos mais voz para cobrar atitudes das autoridades
Lixo no lixo
O que podemos fazer:
- Jogue o lixo no lixo
- Informe-se sobre o melhor destino para o lixo que a sua casa produz
- Utilize os serviços públicos de coleta de lixo para manter a cidade sempre limpa
Este vídeo mostra a grande quantidade de lixo espalhado pela cidade de São Paulo e é de Setembro de 2009. Estamos em Fevereiro de 2010 e a situação continua na mesma desordem. Podemos criar imagens diferentes desta. É só dar a devida importância ao lixo que sai da sua casa e preocupar-se com o destino que ele terá. Menos lixo. Por menos enchentes, menos desabrigados e mortos.

