O Projeto Enchentes tem como objetivo prestar serviços de informação e de conexão entre pessoas para a ajuda de enfrentamentos de enchentes em todo o Brasil. É um projeto totalmente colaborativo e a sua participação é fundamental para a existência e continuidade dele.
No dia 02 de janeiro de 2010, por volta das 23h, assistindo ao telejornal, vi cenas comoventes dos desabamentos de terra e águas em profusão que mataram pessoas. Muitas estavam dormindo no aconchego do seu lar. Muitas da mesma família ou grupos de amigos. Ao ouvir os relatos dos sobreviventes, pensei: “Já imaginou o que deve sentir uma pessoa que perde vários membros da família de uma só vez?” Não consegui nem mesmo vislumbrar uma dor assim. E minha única reação foi passiva: chorar.
Em seguida, olhei ao meu redor e lá estava eu abrigada, alimentada, na segurança da minha casa. E a poucos passos de um computador com banda larga. Foi quando me bateu uma revolta: “Para que mesmo servem as redes sociais, das quais, nós, publicitários, jornalistas e blogueiros nos orgulhamos tanto?” Quais funções realmente úteis elas teriam?
E lá fui eu para o Twitter. Comecei com esses questionamentos simples. Confesso que no começo me senti meio boba. Aquela que tem a pretensão de querer algo maior do que si mesma. E com um tantinho de vergonha, mas de forma assertiva e determinada, arrisquei minhas reflexões nos 140 caracteres.
E aí veio o mais legal: a reação das pessoas foi muito além do que eu imaginava. E em poucos minutos já havia duas hashtags rolando no Twitter. A primera: #enchentes. E uma evolução dela: #projetoenchentes.
Pronto. Eu não estava mais solitária nos meus devaneios de fazer algo, seja lá o que fosse, que pudesse ajudar, de alguma forma que fosse, aquela situação dramática.
Deixei claro logo de começo que não queria fazer assistencialismo nem caridade. Que a idéia era prestação de serviço, dentro das nossas possibilidades como profissionais da comunicação, no ambiente mais revolucionário dos últimos séculos: a internet.
Se eu fosse médica, poderia ajudar prestando serviço voluntário às vítimas. Mas sou publicitária. E nos últimos tempos tenho evitado me definir como tal, preferindo dizer que sou profissional da comunicação. O que é verdade. Mas gostaria de voltar a usar a palavra “publicitária” com mais orgulho.
Então, se sou publicitária (ou profissional da comunicação) é com esse conhecimento que posso ajudar. Eu sei escrever, articular ideias, mobilizar pessoas, informar, arranjar essas informações em um pacote e levar esse pacote a quem precisa. Além de receber e organizar as informações que os outros me trazem.
Mas tudo isso ainda é pouco perto do servição a ser feito. É preciso uma soma de outros saberes e disponibilidades. Sozinha eu não posso nada. Só chorar e lamentar. E isso, definitivamente, não é o que quero.
Depois de meia dúzia de tweets ao vento, lá veio o @micaelsilva se oferecer para fazer a plataforma, onde colocaríamos em prática as ideias, que também vieram de todos os lados.
Lá veio o @caribe, a @PatiSanches, o @jeffpaiva, a @ma_rodrigues, o@diegocasaes, a @vivianf, a @saritabastos, a @rosana, a @DanielaAF, o@AndrePaxeco, a @anarina, o @redator, a @Laura_Diz e MUITOS outros se oferecendo para participar de algum jeito (não dá para colocar todo mundo num só parágrafo).
Foi eu falar que precisávamos de um mapa sinalizando as áreas inundadas, as áreas de risco, os abrigos, os desabamentos nas estradas etc para o @ikegalli trazer em poucos minutos o mapa já com algumas sinalizações.
Então, gente, estamos assim: no começo de uma mobilização em que a participação de TODOS é bem-vinda. Vamos fazer o que pudermos. Se isso ajudar, será sensacional. Se não (o que não acredito), teremos feito nossa parte como profissionais e cidadãos. E que tal aproveitar para verificar o real poder de utilidade das redes sociais?
Vamos centralizar nesse espaço todas as informações úteis que pudermos para de alguma forma auxiliar e minimizar os transtornos e as dores causadas pelas águas desgovernadas, sendo elas originadas da própria natureza ou da intervenção do homem. Boralá?
Cristiana Soares (@cristalk)
PS: A foto que ilustra o cabeçalho desse post foi encontrada na internet por mais um colaborador. Tentamos buscar a fonte original dela, mas não conseguimos encontrar. Portanto, se alguém souber o nome do fotógrafo que fez essa foto, por favor entre em contato para que possamos dar o crédito e ter sua permissão garantida.


Cristiana,
parabéns pela iniciativa.
Eu pratico o patchwork, artesanato levado MUITO à sério em países de cultura anglo-saxã. Criei dois blogs com o mesmo assunto – um em português e outro em inglês.
Através do http://ajuniorquiltersworld.blogspot.com testemunho a mobilização na Austrália e as ações solidárias nos EUA quanto às familias que perderam suas casas. É uma questão de organização social, campo em que estamos engatinhando. Nesses países (cito os que conheço melhor) as pessoas criam naturalmente, por traço cultural já enraizado, grupos para trabalho conjunto e/ou troca de informações em sua área profissional ou mesmo de hobby, como uma atividade completentar essencial no desenvolvimento de suas profissões e/ou hobbies.
No blog em inglês eu me comunico com outros bloggers no exterior e posso ver como as pessoas (na maioria mulheres mas não só) trocam informações, ensinam técnicas que inventaram ou aprenderam, como elas tem o hábito de se organizarem em grupos para trabalharem juntas ao menos uma vez por semana e assim trocarem/ajudarem-se mutuamente/estimularem e serem estimuladas a produzirem mais, melhor e mais depressa.
Através do blog em português (http://casiinhadechocolate.blogspot.com) não vejo trocas organizadas. Muitos blocos do eu sozinho. Em geral fazem propaganda do próprio trabalho. Tenho um número absurdo de visitas mas poucos seguidores. A idéia parece ser ver o que possa ser copiado, sem deixar traço da visita.
Neste ramo vi uma única tentativa de organizada de promover assistência social por parte de uma ong http://www.lovequiltsbrasil.org .
Nos outros países não é preciso ongs para se organizarem em grupos de auxílio efetivo.
- reunem-se para oferecer edredons para adultos e crianças (quilts) a comunidades ou projetos assistenciais específicos sem fins lucrativos, em momentos de crise ou não.
- oferecem peças a serem leiloadas na comunidade de forma a angariar fundos em momentos de crise ou não.
- oferecem, continuamente, quillows (quilts que viram pillows) com motivos patrióticos para as tropas no exterior.
- angariam sistematicamente material e pessoal voluntário para fabricarem os quilts.
Isso demonstra que não precisamos ser médicos, veterinários, enfermeiros, etc. para desenvolvermos ações ORGANIZADAS E CONTÍNUAS no sentido de prestar auxílio aos necessitados, amenizar crises e continuar ajudando mesmo depois de passado o pico da crise.
O meu depoimento visa contribuir a médio e longo prazos com a sua iniciativa.
Estou a seu dispor caso possa ser útil.
Beatriz
Se houvesse o aumento de postos para os donativos, seria maior o numero de doações, muitas vezes as pessoas de bairro, inclusive as da periferia querem de alguma maneira ajudar, mas no entanto os postos de doação é limitado e dificulta a boa ação. Onde estão os grandes fornecedores? mercados? Alguma emissora de televisão ja recebe os donativos? Alguem se preocupou em agora poder retribuir a somatoria de cada brasileiro com sua tv ligada,em determinados canais dominantes, aumentando os pontinhos do IBOPE. AH….SENHORES infelizmente muitos desses não tem mais casa, alimentos, roupas…e nem TELEVISÃO,muitos não vão sorrir como sorria antes, o DOMINGO NÃO SERÁ MAIS LEGAL, O PÂNICO veio na hora da chuva, mas se tiver que atravessar São Paulo para entregar uma muda de roupa ou 1kilo de alimento assim será feito, porque ao retornar para minha casa, pode ser que ela não esteja lá, as minhas roupas podem tambem não estar, e eu tambem precisarei de ajuda.
Fé em Deus, ajudaremos e oremos por aqueles ne necessitam de algo material, e Deus tenha piedade daqueles que podem ajudar,mas não ajudam e não criam meios para quem quer ajudar!
Se souberem de postos de arrecadação, aqui em SP, eu divulgarei nos humildes veiculos de comunicação que possuo!
Bom Domingo a Todos!
Acho sua iniciativa muito interessante, mas penso que precisamos de um movimento nacional para que projetos que protejam as pessoas que vivem em encostas seja executados, não podemos mais tolerar que os recursos não sejam utilizados por falta de projetos! Precisamos que as autoridades das esferas municipais, estaduais e federal se unam para salvar as vítimas das enchentes de 2012!
É melhor prevenir do que remediar. 2012 está por aí, novas enchentes poderão acontecer. As prefeitura terão que agir com mais rigor, na liberação de alvarás para construções de casas em locais de alto risco, por exemplo: Próximo às margens de rios, morros, encostas e em locais onde houveram aterramentos de lixo. As prefeituras terão que abdicar desses recursos, e evitar que tragédias aconteçam. Não adianta recolher recursos hoje, e ter que gastar muito mais amanhã, caso aconteça.
ONDE POSSO FAZER DOAÇAO EM INDAIATUBA-SP
Parabens pelo trabalho.. que Deus te abençoe…
Adalberto Prado de Morias
ADE-JAPÃO
ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DO ESPIRITISMO DO JAPAO
Uma iniciativa mto bem tomada, parabéns pelo trabalho, o problema não está somente na hora que a água sobe e acaba com tudo, também esta quando ela desce, sujeira e doenças, na hora da limpeza fica dificil, ai uma dica boa que chei fuçando foi essa loja que disponibilizou uma pagina com produtos que podem ajudar http://www.dutramaquinas.com.br/especiais/?loja=64, soluções básicas, mas mto legal a iniciativa vou colocar o selo no meu blog e vou ajudar o máximo que puder na divulgação!
esse grande problema eu resolvo e dou a solução.
manoelnunes15@hotmail.com (15)97796355